1.
História oral, história pública e questões socialmente vivas
Este eixo mobiliza debates teóricos, fortemente calcados na experiência empírica, sobre a história oral e a história pública como métodos de pesquisa e princípios de inserção acadêmica e social de pesquisadores. Valoriza a dimensão narrativa e participativa, coletivamente pactuada, nos processos de coleta de dados e formulação de interpretações dialogadas sobre fenômenos socialmente relevantes observados pela história do tempo presente. Além disso, observa criticamente a circulação do conhecimento histórico e memorialístico em diferentes formatos e suportes, incluindo o mundo editorial, digital e audiovisual, bem como práticas populares, experimentais e alternativas, que tensionam hierarquias do saber e expandem os horizontes da pesquisa e da escrita da história.
2.
Memória das artes,
artes da memória
Este eixo oferece especial atenção aos universos das artes como espaços privilegiados de criação, negociação e disputa de identidades, narrativas e projetos, explorando seu potencial interventivo na história e na memória social. Parte do reconhecimento de que as práticas artísticas operam como formas ativas de produção de sentido, tensionando hegemonias culturais. O eixo valoriza tanto manifestações canônicas quanto experimentações tidas como marginais, observando como diferentes sujeitos mobilizam a arte para intervir no presente, reimaginar o passado e projetar futuros possíveis.
3.
Memória e vida urbana
Este eixo investiga as práticas de memorialização do passado na paisagem urbana contemporânea, tanto em sua dimensão comemorativa quanto residual. Da mesma forma, discute as práticas culturais e memoriais como formas de produção de visibilidade para as experiências de sujeitos e grupos posicionados nas bordas da vida urbana e da história urbana canônicas, sejam elas artísticas, religiosas, performáticas, políticas, sexuais etc.
4.
História como forma social de conhecimento
Este eixo investiga a diversidade das práticas historiadoras, incluindo a produção de história em espaços não acadêmicos, a construção de sentidos históricos em experiências familiares e comunitárias, e as formas contemporâneas de mediação e circulação do conhecimento histórico no tempo presente. Dá-se atenção especial ao livro e aos circuitos editoriais consagrados ou alternativos, considerando-se também projetos independentes, publicações de autoria coletiva e outras formas gráficas de produção e difusão de saber histórico. Observa, portanto, a emergência de diferentes atitudes historiadoras e as formas mutantes de interpretação da experiência histórica.